Quando ouço falar em se reinventar me lembro do cântico cristão “Faz-me um vaso novo”. Como me emociono com os cânticos que buscam a reconexão com o Criador!
Na graduação em Artes Plásticas fui apresentada à argila, matéria básica do curso. Foi como viver numa montanha-russa, porque o resultado de cada peça moldada era uma surpresa.
Para boas peças de cerâmica é importante ter barro de boa qualidade, mãos habilidosas e bom processo de secagem. Tudo isso requer paciência, compromisso e obediência ao tempo do processo, e assim mesmo, muitas vezes a peça pode estourar no forno, entortar, sair com uma cor diferente da desejada...
Minha imaginação mostra o Criador moldando cada um de nós com bom barro, aprimorando os detalhes... mas acredito que é no processo de secagem e queima, que independente das mãos do oleiro, nos entortamos.
Estamos todos no processo de travessia nessa dimensão, estamos na etapa da secagem e quantas vezes percebemos que estamos “entortando” ou até mesmo já quebrados. Essa é a hora de voltar para as mãos do Criador, que surpreendentemente, nos reconstruirá.
Acredito que Ele usará a técnica japonesa para reparar os objetos quebrados, chamada Kintsugi, onde as peças são restauradas com ouro, prata ou platina e ficam lindíssimas!
Essa técnica não procura tornar as rachaduras invisíveis, bem ao contrário, elas ficam evidentes. É belo enxergar o conserto de cada pedacinho.
É preciso admitir que temos que nos reinventar, nos reconstruir, mas, para mim, é um alívio pensar que posso me entregar nas mãos perfeitas do Criador, que me reparará com ouro!
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